A Importância de Relaxar a Mente e o Corpo para combater o Stress

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Há uma frase que eu não me canso de dizer vezes sem conta: Ser saudável não é apenas ter uma boa alimentação! E essa é uma das principais falhas de muitos de nós. Eu inclusive! 

É verdade que tenho uma alimentação bastante saudável, com os alimentos certos para mim, horários e afins. Mas isso não basta para que o meu corpo funcione bem. E tenho a plena noção de que há algo que tenho muito a melhorar: a minha ansiedade. Sou naturalmente uma pessoa ansiosa. Stressada. Quero fazer tudo ao mesmo tempo. A minha cabeça não pára. Tenho muita dificuldade para consigar fazer pausas na minha vida. É, sem dúvida, um dos meus pontos fracos. P-A-R-A-R. R-E-L-A-X-A-R.

E o que acontece é que, por vezes, estoiro. Fico doente, fico cansada, fico nervosa. Há uns anos atrás tive o meu primeiro ataque de pânico. Estudei Matemática no IST (Instituto Superior Técnico), um curso bastante exigente e eu, sendo perfeccionista máxima, não aguentei toda a pressão que impunha a mim mesma. Então um dia, na nossa sala de estudo, comecei a “panicar”. Sentia que estava a ter um ataque cardíaco e fui direta para as urgências do hospital, passei à frente de toda a gente a dizer que estava a sentir-me MUITO mal. E aí o diagnóstico foi que tive um ataque de pânico. What?! Nem sabia o que era isso. Eu que até praticava yoga, meditava e lia livros sobre desenvolvimento pessoal. Não conseguia entender como era possível eu estar a ter um ataque de ansiedade. Mas a verdade é esta: se não aplicarmos, de verdade, certas ações na nossa vida, de nada nos adianta. Podemos ler, podemos saber como agir, podemos praticar yoga e tentar meditar. Sem ação de verdade, não vamos lá. Já aqui mencionei neste post que leio regularmente livros da Louise Hay, adoro a sua abordagem. Mas não aplico nem metade do que ela sugere fazer: afirmações positivas diárias, pausar a mente, praticar exercícios de respiração. Bom, na altura lia e lia e continuava a ser a mesma pessoa na prática. Hoje já é diferente…

Depois deste episódio aconteceram muitos mais. Foi assim mais ou menos durante um ano, até decidir ir a um psiquiatra (que resisti até à última…). Depois de psicoterapia e alguma medicação, melhorei bastante e posso dizer-vos que NUNCA mais tive um ataque. Hoje em dia consigo controlar quando percebo que estou a ficar extremamente nervosa. Mas a verdade é que ainda tenho momentos em que fico mesmo muito ansiosa. Ando sempre a mil. A minha vida parece uma montanha-russa.

Para quem me conhece há pouco tempo, vou fazer um resumo dos meus dias:

  1. Levanto-me por volta das 6h45
  2. Começo a trabalhar por volta das 8h (sou actuária, aka “matemática dos seguros”, trabalho numa companhia de seguros)
  3. Treino à hora de almoço
  4. Chego a casa por volta das 18h
  5. Arrumo a casa, estou de volta dos tachos, escrevo no blog, brinco com o gato e faço companhia ao meu mais-que-tudo.

Esta é a minha vida. Quero fazer tudo e mais alguma coisa. E nem sempre consigo. Perfeccionista, é o que mais me define.

Bom, voltando ao tema do post! A importância de relaxar a mente. Com tudo isto, significa que aprendi a ter mais momentos de lazer. O meu corpo pediu um “basta” e mudei algumas coisas na minha vida. Deixei de querer tudo ao mesmo tempo e passei a ter um pouco mais de tempo para mim. E isso inclui fins-de-semana fora, mais distante das redes sociais e de tudo o que me rodeia no dia-a-dia. Deixei de estar pressionada com muita coisa. Aprendi a relativizar!

Este último fim-de-semana grande foi exatamente assim. Confesso que estive mesmo relutante em ir para fora, por ter sempre muita coisa para fazer. Mas consegui aperceber-me que estava a precisar! Eu e o meu namorado precisávamos mesmo disto. Fomos então até ao interior de Portugal, na zona do Fundão.

A primeira noite foi passada no Cerca Design House, um hotel lindíssimo numa vila pequenina, silenciosa, o lugar perfeito para relaxar. O hotel tem um design maravilhoso, os empregados super simpáticos, o pequeno-almoço divinal. O quarto muito bonito e romântico. Sem dúvida, um lugar para voltar!

A segunda noite foi passada numa tenda! Sim, uma tenda 🙂 Mas com “glamour”, daí chamar-se Natura Glamping. São umas tendas que ficam no topo da Serra da Gardunha. Uma vista que não tem explicação. Uma sensação de paz e leveza ao olhar lá para fora. Não consigo sequer explicar por palavras. Amor, é talvez a palavra que melhor se adapta. Ali sentimo-nos em paz e é um lugar muito romântico, também. Até sozinha eu gostaria de estar ali, com os meus pensamentos, a fazer uma introspecção. Por isso, quem é solteiro não pense que não pode viajar assim! Eu adoro estar sozinha e viajar sozinha. Quem está comigo complementa-me, apenas.

Só me resta concluir que este fim-de-semana me recarregou energias, me fez acalmar a mente e relaxar o corpo também. Todos nós precisamos destes momentos. Sem horários, sem rotinas, sem tarefas por cumprir.

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